quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

GOG - Brasil com "P" (Participação Especial: Maria Rita)



Ufa.
Enfim, o Carnaval acabou.
O País volta, melhor, dizer começa a funcionar, as coisas começam a fluir normalmente, ou seja, BEM VINDO 2012.
Esse post retrata um pouco algo que não generalizo de forma alguma em determinados estilos musicais. Durante, um período vi o Rap ou como queiram o Hip Hop nacional ser invadido por grupos ou Mc’s bombardeando suas frustrações, raivas e até mesmo rancores contra a polícia, os playboys (ou mauricinhos), o sistema (mas nunca deram nome a esse sistema) enfim, vomitaram diversas frases ou rimas de tudo que descrevi acima.
Comecei a me distanciar desse tipo de ritmo acreditando que algumas vertentes americanas as quais faziam e fazem Hip Hop mais moleque voltado para diversão, mulheres, bebidas e lógico dinheiro era a parte mais leve e melhor de se escutar. Voltava eu a curtir “NAUGHT BE NATURE”, “NEXT” e “SNOOP DOGG” entre outros e do lado mais político, de protesto e mais pesado continuava a entender que ainda havia luz em “PUBLIC ENEMY” e do lado mais Gangstar gostava de “2 PAC”, “DR DRE”, “ICE CUBE” e “ICE T”.
Sentia que aqui no Brasil somente “THAÍDE e DJ HUM” e depois de algum tempo vindo diretamente do Rio de Janeiro “MV BILL” seriam as poucas exceções desse Hip Hop nacional. Alguns figurões ainda se combaliam de serem contra a polícia, os brancos e os ricos, mas nunca entenderam porque ricos existem, brancos também e pra que serve a polícia (há maus profissionais em qualquer profissão desse mundo e a polícia não escapa disso, não sou advogado de polícia nenhuma pra defendê-los aqui, mas não podem ser humilhados e culpados em muitas letras feitas aqui no Brasil), no dia que muitas pessoas passarem a seus filhos nas comunidades carentes que é melhor se espelhar em pessoas do BEM, que nos ladrões  e traficantes locais iremos acabar com tudo isso. Mas infelizmente alguns rappers nacionais ainda continuam a insistir no contrário.
Aí eis que surge fora do circuito Rio-SP, um cara com um QI diferenciado e com um poder de escrever sem precisar ofender com palavrões a brancos, ricos, policiais ou qualquer outro setor da sociedade brasileira. Mas usando uma inteligência que é de deixar preto ou branco, pobre ou rico, malandro ou polícia de queixo caído e que em determinados momentos precisam fazer o cérebro funcionar pra entender o que esse "GÊNIO" diz.
Com vocês “GENIVAL OLIVEIRA GONÇALVES”, nascido em Sobradinho, passou a usar e ser conhecido como GOG, lá pela década de 80. É o pioneiro do movimento rap em Brasília. Desde o início da carreira, ganhou respeito e até foi e ainda é chamado de “Poeta”.
Seu primeiro disco de carreira foi gravado no ano de 1992, “PESO PESADO” e daí em diante passa a lançar cada vez mais trabalhos consistentes e bons até chegar em dezembro de 2011 no seu décimo trabalho “O PESO DA PALAVRA”.
                                                               O vídeo que você vê aqui nesse post é do show “CARTÃO POSTAL BOMBA!”, com a participação de Maria Rita.
Depois de uma passada pelo site dele www.gograpnacional.com.br, fique sabendo que o cara faz parte de 2 Conselhos:

- Conselho Nacional de Políticas Culturais(CNPC) do Ministério da Cultura;
- Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal (CDES-DF).

Outro fato muito importante também e vale muito destacar  é que a letra de “BRASIL COM P” é usada no Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília.
Já recebeu 4 prêmios “HUTÚZ”
Pra mim uma pessoa do BEM. E que suas palavras de incentivo e reais fazem com que as pessoas reflitam e entendam que não é a condição de onde moramos, o quanto ganhamos ou o que somos que faz com que sejamos pior ou melhor que as outras, mas sim nossas atitudes e principalmente nosso caráter, nos definem em tudo na vida.
Que todos tenham um tempo e acessem o site de GOG e passem a escutar suas músicas e letras com mais atenção e perceberão que há muita LUZ no Rap ou Hip Hop Nacional.
Fiquem todos com Deus, muita paz, luz e sorte a todos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Carlos Dafé - Pra que vou recordar o que chorei



Nascido em 25/10/1947 em uma família de músicos do bairro carioca de Vila Isabel, aprendeu com o pai José de Sousa, um funcionário público a tocar chorinho. A mãe, Conceição Gonçalves, foi poeta e incentivadora da musicalidade dele e dos irmãos.
 
Aos quatro anos já corrigia alguma nota errada que, por ventura, seu pai ou qualquer um dos amigos do pai e músicos de chorinho tivesse cometido.

Aos 11 anos já estudava no Conservatório de Música. Aos 14 já tocava acordeon e vibrafone em conjuntos e orquestras. Fez turnê com o grupo Fuzi 9, do Corpo de Fuzileiros Naval, por Salvador (Bahia), Porto Rico, Martinica e Curaçau.
Multiinstrumentista, toca violão, guitarra, baixo, piano, acordeão e vibrafone entre outros.
 
Nos anos 60 começou a trabalhar como cantor em boates do Rio e São Paulo. Nos anos 70 incorporou elementos de soul, presentes em seu disco "Venha Matar Saudades", de 1978, em que canta acompanhado pela Banda Black Rio.
 
Firmou-se como um dos maiores nomes da soul music brasileira, ao lado de Tim Maia, Cassiano e Gerson King Combo.
 
Teve músicas suas gravadas por outros intérpretes, como Nana Caymmi ("Passarela") e Tânia Maria ("A Cruz").

Preciso falar mais alguma coisa?

E claro que sim a discografia dele é lógico!

Então segue:

* Pra Que vou Recordar - 1977
* Venha Matar Saudades - 1978
* Malandro Dengoso - 1979
* De Repente - 1983
* O Trem da Gente - 1992
* O Seu Jeito de Olhar - 1997

E é isso, até mais e fiquem com Deus.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

paulo diniz - como?



Quando publiquei um post falando sobre a black, soul e podemos dizer R&B tupiniquim, um dos nomes que eu citei foi o de Paulo Diniz.

Lembram-se?

Cantor e compositor, nasceu em 1940, em Pesqueira no Pernambuco.

Começou muito cedo a trabalhar em virtude de ter perdido o pai precocemente. Trabalhou numa fábrica de doces da sua cidade. Mudou-se para o Recife, onde tentou ganhar a vida engraxando sapatos, como locutor de casas comerciais e, em seguida, locutor da Rádio Jornal do Commercio.

Do Recife, seguiu para Caruaru, depois, para Fortaleza. Na década de 60 muda-se para o Rio de Janeiro e é contratado pela Rádio Globo.

No Rio de Janeiro, grava um disco. Compacto simples com as músicas "Quem Desdenha Quer Comprar" e "O Chorão".

"O Chorão" fez tanto sucesso em todas as emissoras de rádio do Brasil., naquela época que ele foi convidado pra participar do programa de maior sucesso na televisão brasileira,  "Jovem Guarda", comandado por Roberto Carlos.

Depois disso, outros grandes sucessos que vieram: "Quero Voltar para a Bahia", "Um Chopp Pra Distrair", "Como?", "Pingos de Amor", "E Agora José?" (poema de Carlos Drummond de Andrade), "Ciranda do Mar" (lançada em 30 países) entre outros.

Foi um dos poucos cantor e compositor que seguiu com sucesso depois de passado o modismo da Jovem Guarda. Entre 1987/1996, não gravou nenhum disco, em decorrência de graves problemas de saúde que quase o deixaram paralítico. Hoje, ele ainda se movimenta mas em uma cadeira de rodas.

Uma figura ímpar no cenário brasileiro.

Sua discografia:

Brasil, Brasa, Braseiro (1967)
Quer Voltar Pra Bahia (1970)
Paulo Diniz - Vol 1 (1971)
E Agora José? (1972)
Lugar Comum (1973)
Paulo Diniz - Vol 2 (1974)
Estradas (1976)
É Marca Ferrada (1978)
Canção do Exílio (1984)

O que eu sempre digo e é até chato,mas é a pura verdade, curtam porque vale a pena.

Luz, paz, saúde e muita música boa pra nós todos.

Fiquem com Deus

Cassiano - A Lua e Eu



Falei no post passado um pouco desse Paraibano, que mudou-se cedo com a família para o Rio de Janeiro, onde aprendeu música com a família mais precisamente com o pai.

Já na década de 60 fez parte de um grupo chamado Bossa Trio, que depois de algum tempo passou a se chamar Os Diagonais, gravando alguns compactos e um LP.

Cassiano teve várias músicas compostas por ele e seu grande parceiro Paulo Zdanowski gravadas por Tim Maia nos anos 70, quando suas maiores influências eram o soul norte-americano e o samba-canção brasileiro.

Naquela época, Tim estourou com "Primavera", maior sucesso de Cassiano como compositor.

Gravou discos solo como intérprete, alcançando sucesso com "A Lua e Eu", e em 1991 participou da gravação do songbook de Noel Rosa, pela editora Lumiar, ao lado de outros músicos.

Para quem deseja garimpar os seus LPs ou procurar em CDs segue a discografia do cara:

- Imageme & Som (1971)
- Apresentamos nosso Cassiano (1973)
- Cuban Soul (1976 e o melhor tanto comercialmente com musicalmente)
- Cedo ou tarde (1991)

E ainda:

- Os Diagonais (1969)

Aproveitem o som que é muito bom.

Fiquem com Deus.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

TIM MAIA E AMIGOS - VELHO CAMARADA (Fábio, Tim e Hyldon)



E aí meus velhos camaradas? Tudo bem?
Eu tenho certeza que sim.
Lembra quando eu disse no post passado que esmiuçaria uma turma da pesada dos anos 60 e 70 na Black music, soul and R&B aqui no Brasil?
Vamos falar deles?!?!
Nesse post vou destacar Hyldon e Cassiano, porque falei um pouco de Tim Maia e Fábio no artigo anterior. Tim volta logo mais porque temos os álbuns Racional volume 1 e 2 para destacar, bem como sua parceria com Elis Regina, onde interpretam uma das canções mais lindas já feita em terra tupiniquins. Ed Motta e Marisa Monte tentaram, mas obvio não chegaram nem aos pés de Tim e Elis.
Voltando ao assunto vamos falar de Genival Cassiano dos Santos (Campina Grande, 16 de Setembro de 1943), simplesmente Cassiano. Se, têm um camarada que fez muita coisa boa esse é um “deles”. Mas nem tudo foi, rosas pra Cassiano. Tocou ao longo da década de 60 na noite do Rio e de Sampa. Só viria a se tornar conhecido em 1970, quando participou como guitarrista no primeiro disco de Tim Maia, o qual gravou duas composições suas em parceria com Sílvio Rochael. São elas: "Eu amo você" e "Primavera", que logo se tornaram sucessos naquele ano.
Conquistou sucesso e respeito com a canção “Coleção” (Sei que você gosta de brincar de amores. Mas oh, comigo não. Sei também, que você, eu não sei mais nada. Um dia você vai ouvir de alguém, que os outros ouvem de ti. Então irá pensar, como eu que sonhei em vão... Mas eu amo você), apenas um trecho da música.
Depois vieram “A lua e eu”, “Melissa” e outras tantas músicas de qualidade e muito bom gosto.
Vamos destacar Hyldon de Souza Silva (Salvador, 17 de abril de 1951), ou apenas Hyldon. Eh, baiano porreta. Esse, têm a música no sangue. Lançou o 1º trabalho em 1975 “Na Rua, na chuva, na fazenda”, que traz a própria como sucesso principal desse trabalho, mas podemos destacar “As dores do mundo” regravada na década de 90 pelo J Quest.
Nessa música, “Velho Camarada”, muitos atribuem que nela participam: Tim Maia, Hyldon e Cassiano, mas na verdade é Fábio, Tim e Hyldon, que cantam.
Em todo caso destacamos o Fábio no artigo anterior nesse temos Cassiano e Hyldon.
Pra não ficar nenhum dos selecionáveis, destacaremos em breve Carlos Dafé e Paulo Diniz.
Curtam o vídeo e a musica e fiquem com Deus.

Até Parece Que Foi Sonho - Tim Maia e Fábio



E aí pessoal, como vão, as coisas? Tomara, que tudo ótimo!
Falamos, durante um bom tempo sobre algumas coisas boas do R&B e Soul americano.
Mas não pensem vocês que só lá no exterior foram feitas boas músicas.
Aqui no Brasil final dos anos 60 e durante os anos 70, tivemos uma rapaziada da pesada, gravando e fazendo muito som de primeira categoria.
Começo falando um pouco de uma turma que será toda esmiuçada nos próximos posts.
Mas aqui vou destacar uma música, onde não há uma influência direta do Soul e R&B, nela, mas há a participação de uma dupla de 1ª linha, mas que era apenas uma pequena parcela de um time de primeiríssima qualidade. 
Deste time vou destacar, Tim Maia (nascido Sebastião Rodrigues Maia na cidade do Rio de Janeiro em 28/09/1942 e falecido em 15/03/1998 em Niterói no estado do Rio de Janeiro) e Fábio (nascido Juan Senon Rólon na cidade de Orqueta no Paraguai em 09/02/1946).
Esses dois foram grandes parceiros na década de 70. Fábio teve suas primeiras gravações na década de 60, mas alcançou sucesso em terras tupiniquins com o mega sucesso da época Stella (1969). Um detalhe meu nome é Fábio em homenagem ao Juanito (Fábio), porque minha mãe era fã incondicional dele.
Fábio foi um parceiro também do charlatão (minha opinião) Carlos Imperial (que pode até ser alvo de um post futuramente, afinal ele lançou e trabalhou com muita gente boa, mas já ele, não sei se era).
                                       Tim ahh, essa fera! Entre ser bom de polemicas, ótimo cantor e compositor, fiquem com os três. Esse cara conseguiu falar coisas hilárias como: “Não fumo, não bebo, não cheiro, não uso drogas. Só tenho um defeito é ser mentiroso”, dizer mais o quê?
                                        Mas tinha talento pra dar e vender. Esse podemos dizer que bebeu da e na fonte do Soul e R&B. Em sua estadia conturbada nos EUA, tomou conhecimento desses dois ritmos e quando voltou fez coisas boas demais.
                                        Até hoje, não sei porque muitos gênios são levados para o lado da bebida e das drogas. Não podemos falar sobre o que não sabemos e porque isso acontece mas em todas elas o talento sucumbe a esses malditos vícios.
                                       Bem deixando esse papo desagradável de lado curtam um vídeo da dupla extraído do youtube, que por sua vez foi gravado para o programa Fantástico da Globo, vocês poderão perceber que o áudio não está em sincronia com o vídeo, mas dá pra ouvir o quanto a música é boa.
                                       Curtam, fiquem com Deus, muita luz e paz a todos.